7 Índices reprodutivos de equinos que seu haras deve acompanhar

A reprodução é uma das atividades que mais exige acompanhamento e análise de informações dentro de um haras. Os índices reprodutivos de equinos são fundamentais para avaliar os seus resultados. Afinal, o resultado de uma estação reprodutiva não depende de um único momento, mas de uma sequência de decisões e acontecimentos.

No fim de uma estação de monta, quase todo criador consegue dizer quantos potros nasceram. Poucos conseguem dizer quantas éguas entraram na estação e nunca foram cobertas. Menos ainda conseguem dizer quantas emprenharam e perderam a gestação antes dos 45 dias.

Essa diferença não é detalhe estatístico. É a diferença entre saber que o resultado foi ruim e saber onde ele ficou ruim.

O resultado de uma estação começa no serviço da égua e só termina meses depois, no nascimento e no desmame do potro.

índices reprodutivos de equinos

Quem acompanha apenas quantas éguas ficaram prenhes não vê o que aconteceu no meio desse caminho.

Os índices reprodutivos de equinos ajudam justamente a transformar os registros da reprodução em indicadores que permitem entender o que está acontecendo durante a estação, identificar pontos de perda e comparar os resultados ao longo dos anos.

Neste artigo vamos percorrer os 7 índices reprodutivos de equinos que seu haras deve acompanhar: o que cada um mede, como se calcula, que valores a literatura registra e, o mais importante: quais dados você precisa ter anotado.

Antes dos números: não existe padrão brasileiro

Vale começar por uma honestidade que muda a leitura de tudo o que vem depois.

Não existe, no Brasil, documento que padronize índices reprodutivos para equinos.

Não há norma do MAPA, consenso de associação de raça ou publicação de referência que diga “a taxa de determinados índices reprodutivos de equinos de um haras bem manejado é X”.

O que existe são estudos de campo isolados, cada um definindo seus denominadores do seu jeito, e a literatura internacional, construída em boa parte sobre Puro Sangue Inglês em manejo intensivo.

Ela define bem os índices, mas descreve uma realidade distante da média brasileira. E, mesmo dentro de um haras, os resultados mudam com a idade das éguas, a condição reprodutiva, o manejo e o método de cobertura.

índices reprodutivos de equinos

A boa notícia é que o referência que mais importa é você contra você mesmo.

Um haras que calcula os mesmos índices, com as mesmas definições, por três estações seguidas, tem uma ferramenta de decisão melhor do que qualquer média de mercado.

Os valores citados daqui em diante servem para situar o seu número, não para julgá-lo.

Índice 1: Taxa de serviço

Taxa de serviço = éguas efetivamente cobertas ÷ éguas expostas × 100

Num plantel com 100 éguas destinadas à reprodução em que 90 foram servidas, a taxa de serviço é de 90%.

Este é o índice que quase ninguém calcula e que revela o problema que todos os outros escondem.

Na ordem dos índices reprodutivos de equinos, ele vem primeiro: uma égua que não chega a ser coberta nem aparece nos números seguintes.

Ele responde a uma pergunta simples: das éguas que deveriam participar da estação, quantas realmente entraram no programa reprodutivo?

Égua exposta é toda matriz destinada à reprodução naquela estação, tenha sido coberta ou não.

Égua coberta é a que efetivamente recebeu monta ou inseminação.

A diferença entre os dois números é feita de éguas que:

  • Não ciclaram;

  • Estavam com escore de condição corporal baixo demais;

  • Tiveram endometrite não resolvida;

  • Estavam em tratamento;

  • Cujo cio simplesmente não foi detectado.

Todas essas somem do relatório se você só olha “éguas cobertas”.

O que os estudos mostram?

Em 40 haras de Quarto de Milha na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, acompanhados de 2010 a 2015, a taxa de serviço variou de 69,8% a 93,7%, conforme o ano e o sistema de criação (Souza, 2020).

taxa de serviço égua

Taxa de serviço baixa costuma ser problema de manejo pré-cobertura, não de fertilidade.

Só não misture essas éguas com as que ficaram de fora por decisão sua: descanso, idade, planejamento genético, problemas de saúde ou outras circunstâncias.

As duas situações derrubam o índice, e só a primeira é problema. Por isso vale anotar o motivo de cada égua exposta que não foi coberta.

Índice 2: Taxa de prenhez por ciclo

Prenhez por ciclo = ciclos que resultaram em prenhez ÷ ciclos cobertos × 100

Se um haras acompanhou 50 ciclos na estação e 35 resultaram em prenhez, a taxa é de 70%.

É o índice mais sensível do conjunto. Ele responde rápido a mudanças de protocolo, como:

  • O momento da inseminação;

  • Qualidade do sêmen;

  • Indução de ovulação;

  • Sanidade uterina.

Por isso é o melhor termômetro do manejo reprodutivo fino.

Atenção ao denominador: são ciclos, não coberturas. Duas inseminações no mesmo cio contam como um ciclo.

O que os estudos mostram?

Taxa de Prenhez por Ciclo
Monta natural: 2.385 éguas e 3.743 ciclos em duas estações (Lane et al., 2016)
Monta natural: 1.393 éguas PSI em 22 haras de Newmarket, Inglaterra (Morris e Allen, 2002)
IA com sêmen resfriado: 105 éguas e 120 ciclos (Lima et al., 2000)
IA com sêmen fresco, resfriado e congelado: 277 éguas e 506 ciclos em dois haras da França (bioRxiv, 2022)
Faixa de referência para programas com sêmen resfriado ou congelado, 1º ciclo: Revisão da Select Breeders Services

Repare na diferença entre a monta natural e a inseminação com sêmen resfriado ou congelado. Ela não indica que a IA seja pior. Indica que a IA exige mais precisão de manejo.

Espermatozoides de boa qualidade permanecem viáveis por pelo menos 48 horas no trato reprodutivo da égua (Merck Veterinary Manual).

Com sêmen congelado, a janela recomendada vai de até 12 horas antes a 6 a 8 horas depois da ovulação (Kentucky Equine Research).

Já com o sêmen fresco, errar o momento por meio dia raramente custa o ciclo. Com congelado, custa.

Mesmo assim, o número sozinho não explica tudo. Vale abrir a taxa por égua, por ciclo da estação, por garanhão e por método, e cruzar com as perdas que vieram depois.

É assim que os índices reprodutivos de equinos deixam de ser um percentual solto e passam a apontar a causa.

Índice 3: Ciclos por prenhez

Ciclos por prenhez = total de ciclos cobertos ÷ total de prenhezes obtidas

Se 10 éguas emprenharam no primeiro ciclo, 5 no segundo e 2 no terceiro, são (10 × 1) + (5 × 2) + (2 × 3) = 26 ciclos para 17 prenhezes, ou 1,5 ciclo por prenhez (Hiney, 2017).

Se a taxa de prenhez por ciclo mostra a proporção de ciclos que deram certo, este índice mostra quantos ciclos, em média, cada prenhez gerou.

É o inverso conceitual do anterior e o preferido para avaliar garanhão, porque resume num só número a fertilidade do macho, das éguas e do manejo.

Quanto menor o número médio de ciclos necessários, menor tende a ser o tempo necessário para alcançar a concepção dentro daquele sistema.

O que os estudos mostram?

Programas com sêmen resfriado ou congelado: 2,06 e 2,08 ciclos por prenhez, respectivamente (Select Breeders Services)

Monta natural intensiva em Newmarket: 1,88 cobertura por prenhez até o diagnóstico dos 15 dias (Morris e Allen, 2002)

IA com sêmen resfriado em Mangalarga Marchador: perto de 2 ciclos por prenhez (Lima et al., 2000)

Ciclos por prenhez em equinos

O dado brasileiro conversa bem com a referência internacional para sêmen resfriado.

Quem vai dimensionar uma estação com IA pode partir de dois ciclos por prenhez e ajustar com o próprio histórico.

Cada ciclo a mais é uma dose de sêmen, deslocamento do médico veterinário, ultrassonografias e mais 21 dias de calendário consumidos.

Uma égua que precisa de quatro ciclos gasta cerca de três meses de uma estação de cinco, e ainda empurra o parto seguinte para o fim da temporada.

Índice 4: Taxa de prenhez na estação

Taxa de prenhez na estação = éguas prenhes ÷ éguas cobertas × 100

Se um haras cobriu 25 éguas e 20 ficaram prenhes, a taxa de prenhez na estação é de 80%.

Aqui saímos da análise de cada ciclo e passamos para a visão da estação inteira.

Uma mesma égua pode passar por vários ciclos, mas conta uma vez só neste índice.

É o número que o dono do haras quer ver. E é onde aparece uma armadilha: ele depende do momento em que você olha.

O que os estudos mostram?

No estudo de Newmarket, o mesmo plantel apresentou (Morris e Allen, 2002):

  • 94,8% das éguas prenhes no diagnóstico dos 15 dias;

  • 89,7% prenhes aos 35 dias;

  • 87,5% prenhes no exame de outubro;

  • 82,7% com potro vivo ao nascimento

A revisão da Select Breeders Services aponta uma faixa de 70% a 85% ao fim da estação.

Nos 40 haras de Quarto de Milha do Nordeste, a taxa de prenhez variou de 65,8% a 87,1% entre 2010 e 2015 (Souza, 2020).

Taxa-de-Prenhez-Equina

Escolha um marco, por exemplo o diagnóstico dos 30 dias, registre qual foi e compare sempre marco contra marco.

E leia este índice ao lado dos dois anteriores: uma boa taxa final alcançada com muitos ciclos por prenhez custou mais do que parece.

Índice 5: Taxa de parição e taxa de potro vivo

Taxa de parição = potros nascidos ÷ éguas cobertas × 100

Se um haras cobriu 25 éguas e nasceram 18 potros, a taxa de parição é de 72%.

Taxa de potro vivo = potros nascidos vivos e viáveis ÷ éguas cobertas × 100

Se, dos 18 potros nascidos, 17 nasceram vivos e viáveis, a taxa de potro vivo é de 68%.

Conseguir a prenhez não é o ponto final. Entre o diagnóstico e o nascimento há cerca de onze meses em que podem ocorrer perdas, abortos e natimortos.

Estes dois índices respondem à pergunta que o negócio faz: de cada dez éguas que cobri, quantos potros nasceram?

O que os estudos mostram?

Para programas com sêmen resfriado ou congelado, a Select Breeders Services aponta 50% a 70% e considera a taxa de parição a melhor medida econômica do programa.

Em Newmarket em 1998, 82,7% das éguas cobertas tiveram potro vivo. Em 1983, a proporção de éguas que pariram no mesmo circuito era de 77%.

Cerca de quinze anos de melhoria de manejo valeram quase seis pontos percentuais (Morris e Allen, 2002).

Taxa de Pariação e Potro Vivo

Defina por escrito o que conta como “viável” no seu registro. Nascido vivo? Vivo às 24 horas? Vivo ao desmame?

Sem essa definição, o índice não é reproduzível nem de um ano para o outro.

Índice 6: Perda gestacional

Perda gestacional = (éguas prenhes − éguas que pariram) ÷ éguas prenhes × 100

Se 20 éguas ficaram prenhes e 18 pariram, a perda gestacional foi de 10%.

Perda embrionária precoce = prenhezes perdidas até os 40 dias ÷ prenhezes confirmadas aos 14 dias × 100

Se 20 prenhezes foram confirmadas aos 14 dias e 2 foram perdidas até os 40 dias, a perda embrionária precoce foi de 10%.

Uma égua pode ter diagnóstico positivo e perder a gestação semanas ou meses depois.

A perda não é “o resto” dos outros índices. É o diagnóstico de onde o ciclo produtivo vaza, e a única forma de saber se o problema está na concepção ou na manutenção da gestação.

Por isso vale separar a perda embrionária da perda fetal e das perdas perto do parto, como recomenda a extensão da Universidade Estadual de Oklahoma.

O que os estudos mostram?

Perda Gestacional em Éguas
Fontes:
BioRxiv, 2022
Satué e Gardon, 2016
Souza, 2020

Em um acompanhamento de dez estações de monta no campus da USP em Pirassununga, três fatores aumentaram significativamente a perda entre 14 e 35 dias: endometrite, cistos endometriais e ovulação dupla (Santos, 2017).

Os três aparecem no ultrassom, antes ou logo depois da cobertura. Registrar esses achados transforma a perda em algo que o haras consegue prevenir.

Um quarto fator merece destaque: a cobertura no cio do potro. A reabsorção embrionária foi de 16,8% no cio do potro contra 4,3% no cio induzido.

Índice 7: Taxa de desmame

Taxa de desmame = potros desmamados ÷ éguas expostas × 100

Se um haras expôs 15 éguas à reprodução e desmamou 10 potros, a taxa de desmame é de 66,7%.

É o mais completo dos índices reprodutivos de equinos, porque absorve tudo de uma vez: detecção de cio, fertilidade, manutenção da gestação, sobrevivência neonatal e manejo do potro.

No fim das contas, um programa de reprodução existe para transformar as éguas que entraram na estação em potros desmamados, e diagnóstico positivo é só uma etapa do caminho. Se você só puder acompanhar um número, acompanhe este.

Também é o denominador certo do indicador econômico que fecha a conta do negócio:

Custo por potro desmamado = custo total do setor de cria na safra ÷ potros desmamados

Se o custo total do setor de cria na safra foi de R$ 100.000 e foram desmamados 20 potros, o custo por potro desmamado foi de R$ 5.000.

Vale a comparação com o custo por cabeça por mês, que a maioria dos haras já acompanha.

Uma propriedade pode ter custo por cabeça excelente e custo por potro desmamado péssimo. Nesse caso, o problema é reprodutivo, não nutricional, e o custo por cabeça sozinho nunca vai mostrar isso.

Não há padrão brasileiro publicado para taxa de desmame em equinos. Calcule o seu e compare com você mesmo, estação após estação.

Os 4 erros de cálculo mais comuns

Mesmo quando o haras registra bastante informação, alguns erros comprometem a leitura dos indicadores.

Eles explicam a maior parte das diferenças entre o que o relatório do haras diz e o que o médico veterinário diz.

1. Contar cobertura em vez de ciclo

Um haras que insemina três vezes por cio e conta cada inseminação como um serviço divide o próprio índice por três, sem que nada tenha piorado.

E mais inseminações não garantem mais prenhez.

No estudo com 105 éguas Mangalarga Marchador e 120 ciclos, a prenhez no primeiro ciclo foi de 47,8% com uma IA, 70,0% com duas e 45,2% com três ou mais. A diferença não foi estatisticamente significativa (Lima et al., 2000).

Ali, a dose extra de sêmen não trouxe ganho comprovado. O que mais pesa é o momento da inseminação, não a quantidade.

2. Misturar denominadores

Um dos erros mais comuns é calcular cada indicador considerando uma população diferente de éguas sem deixar isso claro.

Cada número pode estar certo isoladamente, mas a comparação entre eles fica comprometida.

Todo percentual depende da base usada na conta. Num plantel com 50 éguas destinadas à reprodução, 46 cobertas e 35 prenhes, a taxa de prenhez pode ser de 76% (35 ÷ 46, sobre as cobertas) ou de 70% (35 ÷ 50, sobre todas as éguas da estação).

As duas contas estão certas. O erro é trocar de base de um ano para o outro, ou comparar o seu número com o de outro haras sem saber qual base ele usou.

Escolha uma, anote qual é e mantenha.

índices reprodutivos de equinos

3. Comparar índices medidos em momentos diferentes

Comparar a prenhez aos 14 dias com a prenhez de fim de estação de outro haras não diz nada.

O mesmo vale para confundir prenhez por ciclo com prenhez na estação: são medidas diferentes, e trocar uma pela outra faz parecer ineficiente o que é só diferença de método.

E não pare no primeiro DG positivo. A égua manteve a gestação? Pariu? O potro nasceu vivo? Chegou ao desmame? Sem essas respostas, parte importante da história desaparece.

4. Olhar só a média do plantel

Este é o mais caro dos quatro. A fertilidade varia muito com a idade e o histórico da égua.

Um plantel com média de 42% pode ser um rebanho padronizado ou dois rebanhos muito diferentes somados.

Divida sempre por idade e categoria antes de tirar conclusão, e antes de decidir descarte. Depois, compare cada grupo com ele mesmo nas estações anteriores.

Um número isolado diz pouco. A série diz muito.

A cascata da estação

A forma mais útil de apresentar tudo isso não é uma lista de percentuais, e sim uma cascata. Cada etapa depende da anterior, e a cascata mostra em que degrau o resultado vaza.

Um exemplo com números fictícios:

índices reprodutivos de equinos

Repare no que a cascata mostra e a média esconde. Entre as 50 éguas que entraram e os 28 potros desmamados, a maior perda isolada aconteceu entre a cobertura e o diagnóstico de prenhez: 11 éguas.

É ali que o investimento em manejo teria o maior retorno naquele haras, e não no pré-parto, que é onde a atenção costuma se concentrar.

Cada degrau aponta para um lugar diferente:

  • Muitas éguas expostas não chegam ao serviço: o problema está no início, em rufiação, escore corporal ou saúde uterina;

  • Muitas são servidas, mas precisam de vários ciclos: olhe o momento da inseminação, o sêmen e o garanhão;

  • A prenhez é boa, mas cai até o parto: a atenção vai para as perdas gestacionais;

  • Os potros nascem bem, mas nem todos chegam ao desmame: o problema está no manejo do potro.

É essa visão integrada que torna os índices reprodutivos de equinos tão úteis para a gestão.

Em vez de perguntar apenas “quantas éguas emprenharam?”, o gestor passa a perguntar onde está perdendo eficiência.

O que você precisa registrar?

Aqui está o ponto que torna todo o resto viável ou impossível. Nenhum indicador é melhor do que os dados usados para calculá-lo.

Se o controle guarda apenas a situação reprodutiva atual de cada égua (“prenhe”, “vazia”), cada nova estação apaga a anterior e nenhum índice histórico pode ser calculado.

Para acompanhar os índices reprodutivos de equinos, oito registros destravam praticamente tudo o que vimos neste artigo:

  1. A égua na estação, marcada como “exposta”. Sem isso não há taxa de serviço nem taxa de desmame honesta;

  2. A categoria de entrada da égua: maiden, vazia, parida, abortada ou descansada;

  3. O ciclo como registro próprio, com a informação de se foi coberto ou não, e por quê;

  4. A data e hora da ovulação confirmada por ultrassom e os achados do exame, como endometrite, cistos endometriais e ovulação dupla;

  5. Cada diagnóstico de gestação como um evento separado, com os dias após a ovulação;

  6. O desfecho do parto em categorias (nascido vivo, natimorto, aborto ou morte perinatal) e a data do desmame;

  7. Garanhão, método e data em cada cobertura. A data permite calcular a carga semanal do garanhão. Num haras comercial de PSI, garanhões usados mais de 21 vezes na semana anterior tiveram taxa de prenhez menor (Lane et al., 2016);

  8. O motivo de saída da estação, quando a égua sai no meio.

Os quatro primeiros são baratos de coletar e impossíveis de recuperar depois. Uma estação registrada sem eles é uma estação que nunca poderá ser analisada.

Vale a pena ler também sobre o papel do gestor no desempenho reprodutivo equino, que trata do lado organizacional dessa mesma rotina, e sobre como administrar um haras, para ver como isso se encaixa na gestão geral do negócio.

Comece a próxima estação com o registro certo

Os índices reprodutivos de equinos não se calculam no fim do ano. Eles são coletados ao longo da estação.

Uma estação pode apresentar um bom número de potros vivos, mas ainda ter oportunidades de melhoria no intervalo e na eficiência do processo reprodutivo.

O conjunto dos indicadores, acompanhado de um histórico confiável, que permite entender o que aconteceu durante a estação e identificar onde existem oportunidades de melhoria.

índices reprodutivos de equinos

Caderno e planilha até dão conta de anotar. O que eles não fazem é amarrar a ovulação ao diagnóstico, o diagnóstico ao parto e o parto ao desmame, de forma que, no fim da temporada, os números apareçam sozinhos.

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Referências

EFFECTS of mare age, parity and nursing on post-breeding fluid accumulation, fertility and embryonic/fetal death in sport mares. bioRxiv, 2022. Disponível em: biorxiv.org.

HAETINGER et al. Utilização do cio do potro em éguas: três anos de estudos retrospectivos. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, Universidade Federal de Pelotas, 2010. Disponível em: ufpel.edu.br.

HINEY, K. Recordkeeping for horse breeding activities. Stillwater: Oklahoma State University Extension, 2017. Disponível em: extension.okstate.edu.

LANE, E. A. et al. Key factors affecting reproductive success of Thoroughbred mares and stallions on a commercial stud farm. Reproduction in Domestic Animals, v. 51, n. 2, p. 181-187, 2016. DOI: 10.1111/rda.12655.

LIMA, M. C. C. et al. Efeito do número de inseminações artificiais por ciclo sobre a fertilidade de éguas inseminadas com sêmen equino diluído, resfriado a 20 ºC e transportado. Revista Brasileira de Zootecnia, 2000. Disponível em: scielo.br.

MORRIS, L. H. A.; ALLEN, W. R. Reproductive efficiency of intensively managed Thoroughbred mares in Newmarket. Equine Veterinary Journal, v. 34, n. 1, p. 51-60, 2002. DOI: 10.2746/042516402776181222.

SANTOS, G. C. Aspectos reprodutivos dos equídeos criados no Setor de Equideocultura da Prefeitura do Campus Fernando Costa da Universidade de São Paulo. 2017. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade de São Paulo, Pirassununga, 2017. Disponível em: teses.usp.br.

SATUÉ, K.; GARDON, J. C. Pregnancy loss in mares. In: IntechOpen, 2016. Disponível em: intechopen.com.

SELECT BREEDERS SERVICES. A review of reports for reproductive efficiency. Disponível em: selectbreeders.com.

SERTICH, P. L. Breeding in horse reproduction. In: Merck Veterinary Manual, 2024. Disponível em: merckvetmanual.com.

SOUZA, L. M. Manejo e desempenho reprodutivos de éguas mestiças e PO da raça Quarto de Milha em haras localizados nos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. 2020. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal da Paraíba, 2020. Disponível em: repositorio.ufpb.br.

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